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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CURUÇA-Porto espardate

Enfim parece que o Porto Espardate, a grande promessa do Porto na proximidade do de Curuça esta chegando...

O SUPER PORTO DO ESPADARTE NO IMAGINÁRIO DA POPULAÇÃO DO MUNICIPIO DE CURUÇÁ NO ESTADO DO PARÁ.



INTRODUÇÃO:
Distante 130 Km da capital paraense, Belém, o município de Curuçá, de aproximadamente trinta mil habitantes, abrigará a possível construção do quarto maior porto Off-shore do mundo, o Porto do Espadarte. O terminal portuário será construído em uma área de preservação ambiental, Ponta da Romana na Ilha dos Guarás a 10 Km da sede do município.O projeto começou a ser pensado há 25 anos pela iniciativa privada após o estudo de viabilidade técnica de construção de um porto que atendesse a demanda de exportação da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O estudo constatou que o local possui o maior calado da América Latina (25 m), onde navios de até quatrocentas mil toneladas poderiam atracar, além da área está livre de assoreamentos. Entretanto, por questões de influência política, o estado do Maranhão acabou por ser priorizado como local de construção do porto que servisse principalmente ao escoamento da produção de grãos e minérios paraenses. Para a Companhia que administra os portos paraenses (Companhia Docas do Pará - CDP), o Porto do Espadarte apresenta várias vantagens em relação aos outros terminais do estado e do país por possuir uma localização geográfica próxima dos grandes produtores de grão e minérios e dos mercados internacionais. O empreendimento volta às discussões fundamentadas no momento em que o Brasil vive a euforia do aumento de suas exportações. Os seus portos operam no limite de sua capacidade, então, o escoamento produtivo via Espadarte, se apresenta como uma alternativa plausível. Este estudo tem por objetivo aferir o grau de expectativa dos munícipes a respeito da provável construção do super porto nas proximidades da sede municipal. A pesquisa é relevante pois embasa e fomenta análises que atualmente vem sendo feitas por políticos e sociedade organizada a respeito dos impactos ambientais, sociais e econômicos decorrentes da possível inauguração do empreendimento.

METODOLOGIA:
O trabalho desenvolveu-se em três etapas de coleta de dados que vão de fevereiro de2004 a Fevereiro de 2006, os dois primeiros em Curuçá-Pa e o último na capital do estado. Primeiramente constou de entrevista com três intelectuais, sendo dois da própria localidade e um de Belém-Pa. Em seguida aplicou-se formulários de pesquisa a cinqüenta moradores –homens e mulheres– representantes da população tradicional (agricultores, pescadores, coletores de caranguejo). Por fim, pesquisa em periódicos e acompanhamento de entrevistas de políticos da região em programas radiofônicos e televisivos; o esforço resultou na hipótese das expectativas das classes empresarial, comercial e política curuçaense.
RESULTADOS:
Constatou-se que no âmbito de intelectuais curuçaenses entrevistados e/ou dos que lançam suas análises ao município, há e sempre houve uma preocupação de não se permitir a reprodução dos males sociais e econômicos resultantes dos grandes projetos pensados para a região amazônica nas últimas décadas (prostituição, exclusão da mão-de-obra local, desequilíbrio ambiental, abandono de atividades econômicas tradicionais, culturais, folclórica etc.). Para a população tradicional o super porto apresenta-se – no imaginário da maioria – como ponto inicial de um desenvolvimento que irá atingir a todos indistintamente dinamizando a mobilidade social; retirando-a, assim, da inércia sócio-econômica em que estivera envolvida historicamente. No que tange aos empresários e comerciantes, classes que se confundem com a dos políticos, a perspectiva é de evolução e incremento do poder econômico e político através da pretensão preservacionista de suas posições de destaque e mando verificados desde agora.
CONCLUSÕES:
A população do município de Curuçá-Pa, representada pelos informantes contactados, independentemente da posição que ocupa na pirâmide social espera com otimismo e pouca reserva o início das obras anunciadas. Excetuando-se os intelectuais que ponderam cautelosamente diante de tal otimismo, as expectativas dos habitantes do município está num macro-reaparelhamento dos aspectos que compõem a sociedade local deslanchando de vez a região como uma das mais importantes áreas portuárias, e logísticas regional, nacional e internacional. Apesar de tanta euforia, até o momento, período em que o projeto ganha cada vez mais apoio político e empresarial, ainda não se verifica a existência de nada concreto que assegure a participação popular nos benefícios do projeto.
Trabalho de Iniciação Científica

Jacqueline Santana Cordeiro da Rosa 1
Dalton Davis Favacho da Rocha 1
André Luiz Torquato Carneiro 1
(1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ)

Porto do Espadarte
O FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESTADO DO PARÁ em Sessão Especial Porto do Espadarte na cidade de Curuçá dá um passo importante às primeiras discussões sobre aspectos gerais que envolvem o Porto do Espadarte.
No dia 20 de maio serão expostos aspectos técnico-econômicos, legais e institucionais, a responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal, além dos aspectos sociais e ambientais que cercam o tema.
Os debates serão uma oportunidade de saber quais as formas possíveis de realizar um empreendimento desse porte. Nomes como do economista Ramiro Nazaré (Conselho Regional de Economia no Pará), Maamar El-Robrini (UFPA) e da pesquisadora Lourdes Furtado (Museu Emílio Goeldi) estão confirmados.
Para Simone Morgado, é a sociedade que deve ser condutora desse processo de instalação do porto na região nordeste do Estado. “Estamos lancando novos desafios para a Casa Legislativa do Pará, entre eles, desejamos internalizar conceitos modernos de governança legislativa voltados para resultados e gestão do conhecimento”, finaliza.
No dia 20, também será feito o lancamento oficial do site que levará ao público todas as discussões abordadas no Fórum de Desenvolvimento do Estado do Pará. 




AS POTENCIALIDADES DO TERMINAL MARITIMO OFFSHORE DO ESPADARTE.... UM TERMINAL A ALTURA DA MAIOR PROVINCIA MINERAL DO MUNDO






Nenhum de nossos portos serve para exportar o maior produto de exportação do Pará, que é o ferro de Carajás, que não sai diretamente do Estado para exportação porque não temos um porto marítimo à altura em referência ao fato de o ferro de Carajás sair do Pará pela ferrovia e ser escoado para exportação através do porto de Ponta de Madeira, no Maranhão, que está sobrecarregado pela demanda. O porto da capital maranhense, que escoa a produção de exportação do Pará, é fruto de uma decisão política e fica muito mais longe que a Ilha dos Guarás, na Ponta da Romana, onde o terminal do Espadarte deverá ser construído. Vale ressaltar que, a distância entre Carajás, no Pará e o Terminal de Ponta da Madeira, no Maranhão é de 892 Km, enquanto de Carajás para o Terminal de Espadarte é de 520 Km. Isto representa um diferencial significativo que diminui o custo Brasil e aumenta a competitividade dos produtos paraenses e brasileiros.




LOCALIZAÇÃO
O futuro Terminal Marítimo do Espadarte está situado nas coordenadas 00º 33’ 17” S e 47º’53’ 51” W. Localiza-se na Ilha dos Guarás na costa norte do município de Curuçá a 70 km da cidade de Castanhal e 140 Km de Belém.



BASE FÍSICA

Arquipélago formado na foz do rio Curuçá, composto das ilhas dos Guarás, Ipemonga e Mutucal com aproximadamente 5.111 ha

Cargas Projetadas:
Grãos;
Minério de Ferrro;
Minério de Maganês;
Ferro Gusa;
Cobre.





POTENCIAL DE MOVIMENTAÇÃO



80 Mlihões de ton/ano


LOGISTICA PRIVILEGIADA



TRANSPORTE DE SOJA





CARACTERISTICAS DOS TERMINAIS



MATRIZ DE TRANSPORTE



PORTOS E HIDROVIAS ADMINISTRADAS PELA CDP



OBJETIVO

Inversão do fluxo dominante de transporte, que tradicionalmente foi no sentido Sul-Norte.

Com o avanço das fronteiras agrícolas para o Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste, este sentido de transporte tornou-se dispendioso e irracional, considerando as hidrovias e portos existentes.

Projeções do USDA
Departamento de Agricultura dos EUA


"Estimativas conservadoras indicam que o Brasil poderia ampliar sua área cultivável em 170 milhões de hectares ou mais se houver avanços nas áreas legal, técnica e financeira. Especificamente, isto acarretaria a eventual legalização dos trangênicos no Brasil, o amplo emprego de variedades novas e altamente produtivas e maio investimento da infra-estrutura de transporte. Cada um desses fatores influenciaria significativamente para diminuir os custos de grãos do Brasil, que já são baixos e aumentaria substancialmente o ganho do produtor por hectare.”

“... as agências especializadas do setor público e privado, têm feito detalhadamente análises nos últimos anos do potencial de expansão da agricultura no país. Notáveis entre elas são as previsões do Ministério da Agricultura do Brasil (90 milhões de hectares), EMBRAPA ( 65 milhões de hectares) e Safras & Mercado (67,8 milhões de hectares). Excessivamente conservadoras.... Estas abordagens de análise tendiam a limitar projeções oficiais para níveis que embora realistas, eram sobre subjetivas circunstância políticas e econômicas...”


PRINCIPAIS DIFERENÇAS





PORQUE O NOME ESPADARTE?

O mundo todo e no Brasil é prática, que terminais e plataforma offshores se dêem nome de peixe, como no Brasil, na bacia de Campos, a Petrobrás tem diversas plataformas offshores com o nome de peixe como: Garoupa, Enxolva, Merlin, Namorado, etc



Obs.: O peixe Espadarte é um peixe raro no litoral brasileiro de até 4 metros de comprimento e 300 Kg, tendo uma maxila prolongada com uma lamina de espada cortante de cor azul esverdeado, muito valente e desbravador. logo, nada melhor que se dá o nome do nosso terminal offshore de TERMINAL PORTUÁRIO DO ESPADARTE.

SIMULAÇÃO









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